O SENTIDO DA ESPIRAL NO LABIRINTO DE PAISAGENS CAMBIANTES INDAGA A ALMA CRIATIVA NO ESPAÇO COLETIVO

NÚCLEO DE ESTUDOS DA PAISAGEM - FAU USP
aprender com a cidade, aprender na cidade
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Observatório de Remoções
Brasilândia - no wordpress
Jardim Julieta/Cicas
Heliópolis, no wordpress
Projeto Pedra Grande, Atibaia

veja abaixo uma relação das áreas de trabalho colaborativo do NÚCLEO DE ESTUDOS DA PAISAGEM:


NÚCLEO DE ESTUDOS DA PAISAGEM
áreas de trabalho
linques externos e arquivos anexados abrem em nova janela

MUNICÍPIO SÃO PAULO
Observatório de Remoções

METRÓPOLE: NORTE/NORDESTE
Brasilândia - no wordpress
Jardim Julieta/Cicas
Franco da Rocha: Juqueri
Perus/Anhanguera

METRÓPOLE: SUL
Embu das Artes
APRM Guarapiranga
APA Bororé-Colônia
Interflúvio Guarapiranga/Billings
Planos de Manejo para os Parques Naturais na área de influência do Rodoanel Trecho Sul (Embu, Itapecerica, São Paulo, São Bernardo, Santo André)
Projeto de Políticas Públicas Aprendizagem Social para a Gestão Integrada dos Recursos Hídricos (Taboão, Embu)

METRÓPOLE: CENTRO/OESTE
Projeto Pirajussara
Heliópolis, no wordpress
Ocupação Prestes Maia
Ocupação Mauá

METRÓPOLE: LESTE
Projeto Aricanduva
Jardim Pantanal/APA do Tietê
Jacú-Pêssego

MACROMETRÓPOLE/ESTADO
Projeto Pedra Grande, Atibaia Sorocaba/Itu
São Vicente
São Sebastião
Ubatuba
Comunidade Quilombola Pedro Cubas, Vale do Ribeira
Salto+Barra Bonita

OUTROS ESTADOS
Jequitinhonha, MG
Comunidades Rurais da Zona da Mata Mineira
Comunidades Rurais de Paulo Lopes, Santa Catarina

OUTROS PAÍSES
Montevidéu, Uruguai
Ilha de Moçambique, Moçambique

NECESSIDADES ESPECIAIS
cegos
cadeirantes







paisagem                ensino                pesquisa                arte
        espiral da sensibilidade e do conhecimento 

por um conhecimento livre e sensível, por um mundo livre e em paz


LINHAS DE TRABALHO
docente responsável: Euler Sandeville Jr.


UM ESFORÇO INTERPRETATIVO E ATIVO

Parte-se da problematização da paisagem como experiências partilhadas e da proposição poética da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento. As paisagens que nos ocupam são entendidas como um campo de tensões e contradições, mas também de possibilidades, evidenciando o drama e os anseios do trabalho e dos desejos humanos que essas paisagens abrigam em sua construção histórica, ecológica e cultural. Coloca-se assim em questão as implicações sociais contraditórias e as potencialidades que se abrem com esses estudos.

Tal entendimento é base para estudos de paisagem e das especificidades culturais e arranjos ou apropriações espaciais referentes a determinadas comunidades ou grupos sociais, sobretudo em condições de exclusão, alteridade e preconceito. Nesse sentido, coloca-se o desafio de não cair nem na sua idealização pela supressão de suas contradições e disputas internas, nem (desafio ainda maior) negar a outros sujeitos que lhes são (ou também nos são) antagônicos, as próprias razões, sem com isso nos eximirmos de um necessário posicionamento ético e crítico. Trata-se de um esforço interpretativo desvendado na experiência do real e no convívio, que ainda assim precisa ser qualificado, e que se direciona a uma capacidade de transformação fundada em princípios solidários e colaborativos.

Procuramos estudar e aprender em ação com outros parceiros os modos de produção e apropriação do espaço, através de práticas colaborativas, participantes e de gestão partilhada, bem como de estudos da história da cultura, focando nas realidades locais e relacionando-as nos sistemas ambientais e na estrutura urbana. Estabelecemos assim múltiplas camadas temporais e escalas espaciais que nos desafiam no processo de percepção e conhecimento.

O grupo de pesquisa reúne uma ampla diversidade de pesquisadores de diversas áreas de formação que atuam colaborativamente em um programa integrado de trabalho, incluindo bolsistas de pré-iniciação científica, bolsistas de iniciação científica, de mestrado, de doutorado e de pós-doutorado, além de pesquisadores populares e outros colaboradores. As pesquisas integram-se em grupos de estudos que organizamos buscando articular a compreensão local em uma compreensão de conjunto do setor urbano e de vetores e processos mais amplos que o impactam, ou mesmo em estudos temáticos de natureza histórica sobre as representações sociais e construção de saberes sobre a paisagem. As abordagens estabelecem uma articulação entre as pesquisas, disciplinas de graduação e pós-graduação e outras atividades colaborativas ou de formação.

As três linhas de ação apresentadas abaixo entrelaçam-se e interprenetram-se.


UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA: Processos Colaborativos de construção do conhecimento e Aprendizagem em Ação
constitui o grupo de pesquisa: Paisagem, Cultura e Participação Social

Essa linha valoriza a capacidade interpretativa dos processos urbanos e ambientais relacionando escalas regionais e locais, acompanhando políticas públicas, realizando estudos de percepção e de memória da paisagem com moradores, estudos de conectividade ambiental urbana, estudos colaborativos de potencialidades de paisagem.

Trata-se de uma pesquisa exploratória que se entrelaça com outras pesquisas docentes, suas atividades didáticas e de orientação, constituindo uma base empírica de aplicação e diálogo. Espera-se contribuir na construção de processos autogestionados e independentes na transformação do ambiente, sobretudo a partir da ação no âmbito cultural, do aprendizado (educação) livre, e da pesquisa participante.

Os trabalhos foram iniciados nessa perspectiva em 2002, e com a constituição do Núcleo de Estudos da Paisagem em 2003. Adotamos a partir de 2008 um foco na Região Metropolitana de São Paulo, o que permitiu uma articulação crescente entre as pesquisas e entre essas e as demais atividades desenvolvidas pelo grupo em projetos de ensino e ação com parceiros externos à USP, permitindo constituir a partir de 2012 o programa UNIVERSIDADE LIVRE E COLABORATIVA com professores, moradores, lideranças locais na região Noroeste da metrópole, compreendendo o setor indicado pelos Parques do Juqueri, Cantareira e Jaraguá, em especial do Distrito de Perus.


4555576971727412 + POÉTICAS E REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DA CIDADE
integra os grupos de pesquisa: Paisagem, Cultura e Participação Social (FAU) e Paisagem, Cidade e História (FAU, FFLCH,FE)

Essa linha desenvolve estudos históricos da paisagem e da cultura, em uma perspectiva da contemporaneidade inserida e pensada em uma longa duração. Estuda a ideia de paisagem e suas representações, discutindo em diferentes períodos históricos a natureza e o espaço urbano e reconhecendo a construção de conhecimentos, poéticas e conflitos implicados nessas construções e sensibilidades para com a paisagem. Contribui assim para o debate cultural na produção e apropriação das paisagens, correlacionando arte, cultura, natureza e cidade. Dá continuidade aos estudos iniciados, no nível de pós-graduação, no mestrado (A Herança da Paisagem, 1986-1993) e doutorado (As Sombras da Floresta. Vegetação, Paisagem e Cultura no Brasil, 1994-1995) e na pesquisa Arte, Natureza e (a Invenção) da Paisagem (2003-2011), Paisagens Contemporâneas: Contracultura Resistência E Espetáculo (2007-2013).

São duas as investigações priorizadas no momento:
a) REPRESENTAÇÕES DA NATUREZA E DA CIDADE NO BRASIL
b) A CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO SOBRE A PAISAGEM NA ARQUITETURA E URBANISMO


POÉTICAS DA PAISAGEM E DA INTIMIDADE

Além das duas linhas de pesquisa, o Núcleo de Estudos da Paisagem propõe ainda vivências experimentais e ações poéticas na cidade, colocando em questão aspectos afetivos e valorações e discutindo arte, cultura, participação, evolução urbana e questões socioambientais. Constitui-se em processos de natureza poética e criativa, também processos de aprendizagem mas que não estrutura pesquisas, pois se dá em ações específicas que decorrem da construção do conhecimento e da sensibilidade a partir de proposições criativas de forte potencialidade estético-existencial (estese). Estabelece assim a possibilidade de ações individuais e coletivas poéticas e sensíveis na vivência da paisagem urbana e com a natureza. São uma forma de conhecimento e ação distinta das pesquisas, mas essas três linhas de trabalho imbricam-se o tempo todo.


aprender com a cidade, aprender na cidade

NÚCLEO DE ESTUDOS DA PAISAGEM - FAU USP